Receita concentra o melhor do caju em barrinha

Fruta tem cinco vezes mais vitamina C que uma laranja.


O Nordeste também guarda seu tesouro, fruto de árvores rústicas, que se espalham pela paisagem do semi-árido. Saboroso, perfumado e cheio de cor. Assim é o caju, uma fruta bastante valorizada pelas novas descobertas científicas, mas que os brasileiros ainda não dão o valor que merece.



Não parece, mas em uma plantação há muito desperdício. O cajueiro é generoso: produz frutos bonitos e nutritivos. Só uma parte do caju tem cinco vezes mais vitamina C do que uma laranja. O problema é que hoje o interesse comercial se concentra na castanha. Isso porque o caju, depois de colhido, apodrece em 48 horas, o que dificulta a armazenagem e o transporte. Mas os pesquisadores já estão conseguindo mudar o final dessa história.

O desafio era fazer o caju durar mais. E a solução foi transformá-lo. Uma nova receita junta o melhor da fruta em uma barrinha igual a uma barra de cereais.

"Para se transformar o caju numa barrinha, a fruta tem que ser processada. Da castanha, obtemos a amêndoa na forma de grânulos", adianta o agrônomo Antônio Calixto Lima.

Cada parte da fruta vira um ingrediente importante. E nada é jogado fora. As castanhas são separadas com a ajuda de um fio, e a parte suculenta do caju vai para um espremedor. Dele, saem fibras.

"É o bagaço do caju, que depois vai ser desidratado e triturado para gerar um produto semelhante a um pozinho", diz o agrônomo.

O suco também entra na receita. Quase toda a água é retirada, e o que sobra é um concentrado denso, uma espécie de mel.

"Caju tem mel – e de excelente qualidade. É um produto que nós chamamos de funcional, porque, além de servir como alimento, serve como medicamento. Isso no interior é bastante utilizado por crianças que têm problema de anemia. A vitamina é muito concentrada", ressalta o agrônomo.

O mel tem 25 vezes mais vitamina C do que uma laranja. Depois de obter os ingredientes, o preparo é simples. São acrescentados mel de abelha, um pouco de amido e leite em pó.

Enquanto o mel esquenta, os ingredientes sólidos são misturados: castanhas de caju, passas de caju, fibras de caju. O mel ferve. Depois, é só juntar tudo. Da mistura, surge a massa da barrinha, que é aberta sobre uma forma. Depois de 20 minutos no freezer para endurecer, fica pronta. Aí, é só cortar as barrinhas e servir.

"A barrinha dura até um ano", afirma o agrônomo.

Dura mais, mantém o sabor e concentra as vitaminas do caju. Em testes de avaliação feitos na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em Fortaleza, a nova barrinha foi aprovada pelos consumidores. Uma delícia carregada de vitamina C.

MAIS INFORMAÇÕES:

Antônio Calixto Lima – agrônomo da Embrapa que desenvolveu a barrinha de caju
E-mail: sac@cnpat.embrapa.br

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